Um pouco da história da nossa futura senadora por São Paulo

Infância, família e formação
Simone Nassar Tebet nasceu em 22 de fevereiro de 1970, em Três Lagoas (MS). É filha de Ramez Tebet, importante político de Mato Grosso do Sul que foi governador, senador e presidente do Senado, e de Fairte Nassar Tebet.
Ela conta que praticamente nasceu dentro da política, acompanhando desde criança as conversas e atividades políticas do pai.
Formou-se em Direito pela UFRJ, fez especialização na Escola Superior de Magistratura e mestrado em Direito do Estado pela PUC-SP. Antes de entrar na política, trabalhou durante cerca de 12 anos como professora universitária de Direito.
Entrada na política
A carreira eleitoral começou em 2002, quando foi eleita deputada estadual de Mato Grosso do Sul.
Em 2004, deu um passo importante: tornou-se a primeira mulher eleita prefeita de Três Lagoas. Foi reeleita em 2008. Durante sua administração, segundo o Senado, houve expansão da rede municipal de ensino, com a construção de 11 centros de ensino e aumento de 60% no número de professores.
Vice-governadora
Em 2010, Simone deixou a prefeitura para disputar o cargo de vice-governadora de Mato Grosso do Sul, na chapa de André Puccinelli.
A chapa venceu e ela se tornou a primeira mulher a ocupar a vice-governadoria do estado. Também comandou a Secretaria de Governo entre 2013 e 2014.
Chegada ao Senado
Em 2014, foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul pelo MDB, assumindo em fevereiro de 2015.
No Senado, ganhou projeção nacional. Presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi a primeira mulher a ocupar a presidência da comissão. Também foi líder do MDB no Senado e teve atuação destacada em temas relacionados à educação, saúde, agricultura e participação feminina na política.
Um episódio importante ocorreu em 2019, quando seu nome foi colocado como possível candidata à Presidência do Senado. Ela disputou internamente a indicação do MDB, mas perdeu para Renan Calheiros por 7 votos a 5.
A eleição presidencial de 2022
Aqui está uma das fases mais importantes da trajetória de Simone.
Em 2022, ela foi candidata à Presidência da República pelo MDB. Sua campanha procurou ocupar uma posição de centro, defendendo a democracia e fazendo críticas tanto ao governo Bolsonaro quanto ao PT.
No primeiro turno, terminou em terceiro lugar, atrás de Lula e Jair Bolsonaro.
No segundo turno, Simone declarou apoio a Lula, juntamente com outras figuras políticas que haviam disputado a eleição.
Esse apoio foi politicamente significativo porque ela havia sido uma das vozes de oposição ao governo Bolsonaro no Senado.
Ministra do Planejamento
Depois da vitória de Lula em 2022, Simone Tebet foi convidada para integrar o novo governo.
Em 2023, assumiu o Ministério do Planejamento e Orçamento, cargo no qual passou a participar diretamente da formulação da política econômica e orçamentária do governo.
Sua presença no governo também chamou atenção porque Simone havia sido candidata à Presidência contra Lula apenas alguns meses antes.
E qual é a posição política de Simone Tebet?
Essa é uma parte importante para entender sua trajetória.
Simone Tebet não tem uma história política de esquerda. Sua formação política vem do MDB e de uma tradição de centro. Ao longo da carreira, entretanto, tornou-se uma crítica muito forte do bolsonarismo, especialmente em questões relacionadas às instituições democráticas.
Ao mesmo tempo, ela também mantém posições diferentes das do PT em vários assuntos econômicos e políticos.
Por isso, costuma ser classificada como uma política de centro/centro-democrático, embora sua atuação tenha variado conforme o momento político.
As "primeiras vezes" de Simone
A trajetória dela tem alguns marcos importantes:
Primeira mulher prefeita de Três Lagoas; Primeira mulher vice-governadora de Mato Grosso do Sul; Primeira mulher a liderar o MDB no Senado; Primeira mulher a presidir a CCJ do Senado; Candidata à Presidência da República em 2022; Posteriormente, ministra do Planejamento e Orçamento no governo Lula. Em resumo
Eu diria que a história de Simone Tebet pode ser dividida em quatro grandes fases:
filha de um político importante → prefeita e vice-governadora → senadora de projeção nacional → candidata à Presidência e ministra do governo Lula.
E há uma característica que chama atenção: ela conseguiu construir uma carreira política nacional sem abandonar sua identidade de política de centro, mesmo tendo tomado posições bastante claras contra Bolsonaro e, posteriormente, participado do governo Lula.



