Portal JFonte — Jornalista Responsável: João Teixeira de Lima
Voltar
Saúde

Bets, a droga do século 21

Por João Teixeira de Lima·12 de julho de 2026·2 min de leitura

É inconcebível que pessoas famosas e ricas do mundo esportivo, cultural e influenciadores, façam parte através de campanhas publicitárias para divulgarem esse mal que destroem as famílias brasileiras.Isso prova, que o dinheiro e a ganância estão acima de qualquer amor e respeito pelos seus semelhantes.

As apostas esportivas e jogos de azar ("bets") podem ser comparadas às drogas do ponto de vista da saúde mental, mas não são drogas no sentido jurídico ou farmacológico.

Especialistas em psiquiatria e psicologia reconhecem que o transtorno do jogo (ludopatia) é um vício comportamental. Ele pode ativar os mesmos circuitos de recompensa do cérebro envolvidos na dependência de substâncias como álcool, cocaína e nicotina. Entre as características em comum estão:

Desejo intenso e dificuldade de controlar o comportamento. Necessidade de apostar valores cada vez maiores para obter a mesma sensação de excitação. Sintomas de irritação, ansiedade ou inquietação ao tentar parar. Prejuízos financeiros, familiares, profissionais e sociais. Persistência no comportamento apesar das consequências negativas.

Por outro lado, há uma diferença importante: as bets não introduzem uma substância química no organismo. Por isso, legalmente elas não são classificadas como drogas. O problema é a dependência psicológica e comportamental que podem causar em uma parcela dos usuários.

A Organização Mundial da Saúde e a Associação Americana de Psiquiatria reconhecem o transtorno do jogo como uma condição de saúde mental que pode exigir tratamento especializado.

As bets não são drogas, mas podem causar um tipo de dependência com mecanismos e consequências semelhantes aos das drogas, motivo pelo qual muitos profissionais de saúde pública defendem regulamentação, prevenção e tratamento para pessoas afetadas.

Nos últimos anos, diversas personalidades brasileiras participaram de campanhas publicitárias de casas de apostas (bets). Alguns exemplos incluem:

Jogadores de futebol

Neymar

Vinícius Júnior

Ronaldinho Gaúcho

Cafu

Denílson

Influenciadores digitais

Virginia Fonseca

Carlinhos Maia

Rico Melquiades

Além deles, muitos ex-jogadores, criadores de conteúdo e influenciadores regionais também participaram de campanhas publicitárias para empresas de apostas.

É importante observar que fazer propaganda de uma bet não significa que a pessoa tenha cometido alguma irregularidade. A publicidade de casas de apostas autorizadas é permitida no Brasil, desde que respeite as regras estabelecidas pela legislação e pelos órgãos reguladores. Ainda assim, esse tipo de publicidade tem sido alvo de intenso debate por seu possível impacto sobre jovens e pessoas vulneráveis ao vício em jogos de azar.

Compartilhar Facebook

Leia também